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06
nov

Empreendedorismo social: o impacto das aceleradoras de ideias e negócios

Por: Ana Paula Santos
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Texto de Barbara Pettres, do Portal Voluntários Online

Empreendedorismo social em pauta! O Seminário SGB trouxe no painel desta quinta Empreendedorismo + Tecnologia + Inovação Social: um giro pelo mundo três dos principais exemplos globais de iniciativas que aceleram um novo modelo de empreender, a Singularity University e a Global Social Benefit Incubator GSBI, ambas do Vale do Silício, nos Estados Unidos, e o Socialab, do Chile, maior plataforma inovação social aberta do mundo.

Carolina de Andrade, coordenadora do SGB, lembrou que essas organizações inspiraram a construção do SGBLab. “Queríamos criar um verdadeiro ambiente de inovação, e eles nos inspiraram para ousar nesse modelo. No Lab usamos metodologias de ponta, a criatividade e novos modelos mentais para desenhar projetos centrados no usuário, de prototipagem rápida, que consigam ganhar escala para solucionar problemas sociais”.

Para Emeline Paat-Dahsltron, que coordena a área de impacto e é vice-presidente de operações da Singularity, a questão principal do novo empreendedorismo é como impactar bilhões de pessoas positivamente para sair da escassez e criar um futuro abundante, usando tecnologias catalisadoras da mudança. A SU tem  programas de educação, inovação e comunidade, e embaixadores em 50 países. “Proporcionamos mentoria, acesso a capital, programas educacionais, intercâmbio entre empreendedores. A força é a nossa rede de pessoas entre governos, corporação, academia, que juntos cocriam um sistema de inovação, modelos que podem ser replicados em qualquer país. Não temos medo de ideias bastante audaciosas, nos asseguramos de ter sonhos grandes”, disse.

Michael Wray é mentor do GSBI, da St. Clara University, uma incubadora para empreendedores sociais globais. Mais de 230 empreendedores completaram seus programas, e as iniciativas que saíram dali alcançaram 107 milhões pessoas e alavancaram US$ 96 milhões para os projetos.

A mentoria é o diferencial da GSBI. “Os mentores são o segredo, estamos no Vale do Silício, utilizamos a capacidade dessas pessoas, cada empresa tem dois mentores”, contou Michael. Os programas têm módulos online e presenciais superintensivos de aprendizagem, e outros de impulsionamento para conseguir capital por meio crowdfunding. “O que aprendemos é que empresas sociais são complexas. É muito benéfico ouvir os envolvidos e analisar, assim chegamos a boas conclusões”.

Julián Ugarte é fundador e diretor do Socialab, plataforma com 300 mil usuários, que já desenvolveu 10 mil aplicativos abertos e tem unidades na Argentina, México, Colômbia e Uruguai. Nasceu dentro da estrutura da ONG Techo em 2007. Realiza também o Festival de Inovação no Chile, que teve 60 mil participantes na sua última edição. Em 2013, o Socialab recebeu 15 mil propostas, que se transformaram em 111 produtos apoiados por U$2 milhões de fundos. Incuba atualmente 35 companhias.

“Nosso diferencial é que criamos um modelo de negócio real para usar a força do marketing para dar poder a empreendedores e captar, achamos a melhor maneira de investir cada dólar. Se você quiser solucionar um problema, tem que estar apaixonado, ter empatia, fazer de tudo para realizar”, diz Julián.

Entre os critérios para participar do Socialab estão a escala do problema, ideias inovadoras e disruptivas e a missão de escalar para 1 milhão de pessoas.

Ficou interessado em conferir na íntegra o painel? Em breve iremos disponibilizar todas as palestras do Seminário no nosso canal do Youtube. Fique ligado!

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