Blog

05
nov

Nova economia colaborativa: espaço da abundância e criatividade

Por: Ana Paula Santos
_W__3643

Texto de Barbara Pettres, do Portal Voluntários Online.

Como entender a nova economia colaborativa e as formas que ela está tomando? Como nomear o novo? Para Pablo Handl (Impact Hub São Paulo), moderador do segundo painel do Seminário SGB, o que os inovadores querem para o mundo atual e futuro ainda não tem nome, mas está profundamente baseado numa nova prática de vida e nas conexões em rede. “São comunidades de prática, e existem muitas pessoas vivendo essas novas práticas”.

Algumas delas estavam no palco do Seminário, entre elas Murilo Farah, criador da plataforma Benfeitoria. Ele acredita que estamos claramente vivendo uma revolução na civilização industrial, causada muitas pessoas em crise com seu trabalho e riqueza acumulada por poucos. “Nossa sociedade é ancorada em valores individuais, somos bons em competir mas não em conviver. É preciso trabalhar para resgatar valores coletivos e acelerar essa revolução”. E isso é que ele faz com a Benfeitoria, lançada há 4 anos, com mais de 300 projetos realizados e que agora atua para criar tecnologias para projetos em rede, e ações de educação para disseminar esse modelo. “O crowdfunding potencializa o encontro para viabilizar projetos incríveis. A gente prova que os projetos podem ser realizados sem empresas e governos”.

O novo também está nas formas de se organizar. E o exemplo totalmente inovador de organização é o espaço de coworking e convivência Laboriosa 89, em São Paulo, com chave à disposição de quem quiser utilizar, curadoria livre, sem gerência ou reuniões. “Estamos achando o caminho de uma organização inclusiva que seja de fato abundante”, diz Oswaldo de Oliveira, criador do espaço. Economista, foi formado na ciência da escassez, a ideia de que não existem recursos pra todo mundo. “Nos organizamos no Laboriosa fazendo com que um outro modelo acontecesse. Estamos experimentando formas organizacionais diferentes para criar diversidade, inclusão e gerar mudança. O aprendizado mais importante é que a forma informa, não o conteúdo. Tem caminhos para todo mundo, sem hierarquia. A sociedade industrial simplifica a potência de cada ser humano. Num ambiente distribuído, é muito diferente”.

A economia criativa é chave do futuro, acredita Lala Deheinzelin, da Enthusiasmo Cultural e criadora do movimento Crie Futuros. “O futuro é cada vez menos provável, é preciso sair do reativo, pois não dá para prever o que vai vir. Temos que ir para o criativo, onde mora o desejo”, considerou. Para criar o desejável mundo novo existem desafios exponenciais, para serem resolvidos em rede utilizando as dimensões cultural, social, ambiental e financeira, num ciclo exponencial da abundância. “Não estamos falando de um tipo de economia, mas da união de várias, economia criativa, economia do compartilhar, a colaborativa, as multimoedas”.

Ficou interessado em conferir na íntegra o painel? Em breve iremos disponibilizar todas as palestras do Seminário no nosso canal do Youtube. Fique ligado! 😉

IMG_2607
_W__3658
_W__3670
IMG_2702

 

 


Comentários


Você poderá gostar também de...