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05
set

#SGBPocket: O estado da arte no campo de negócios de impacto social do Brasil

Por: Ana Paula Santos

Neste painel, moderado por Carolina de Andrade, importantes players com campo de negócios e investimentos de impacto trouxeram sua visão do que há de mais relevante acontecendo no Brasil neste campo.

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Adriana Mariano, do ICE (Inovação em cidadania empresarial), há 20 anos no campo de finanças sociais e impacto, falou sobre a Força Tarefa de Finanças Sociais, que surgiu na Inglaterra nos anos 2000 e já conta com 14 países membros: o Brasil entre eles. A iniciativa foi criada por aqui há três anos para criar um ambiente que estimule a vida de capital financeiro para ajudar a erradicar a pobreza no mundo, até 2020 mover de 1 a 3% dos recursos investidos pelas maiores fortunas para os negócios de impacto e fortalecer as empresas deste ecossistema através de apoio.

Destaca a importância do empreendedorismo de impacto como um aprendizado com o passado: “Chegamos ao limite de muitos recursos, precisamos ser inventivos e inovativos para construir algo novo – é preciso repensar a economia e nossos modelos.”

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Tomás de Lara trouxe sua experiência como co-líder do Sistema B no Brasil. Uma comunidade que já conta com mais de 1850 empresas mobilizadas com metas sociais e ambientais em 50 países. Colaboração é uma das palavras de ordem do movimento, que busca estabelecer parcerias pré-competivivas entre as empresas participantes. Tomás trouxe uma perspectiva biológica de ecossistema, no qual todas as partes são interdependentes: “A colaboração é o organizador da matéria viva. Eu dependo do outro, o outro depende de mim. A permeabilidade e a troca com o outro é o que nos mantém vivos e faz a vida evoluir”. Ao se certificar como Empresa B, as organizações assumem o compromisso de fazer parte de uma rede.

A certificação é rigorosa. Mas mesmo aqueles que não estiverem aptos (ainda) podem aprender muito com o questionário de autoavaliação, que compreende de forma sistêmica a empresa como agente econômico e fatores como sua interação com as comunidades locais, transparência e relações de trabalho.

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Maure Pessanha falou sobre a atuação da Artemisia, que se interessa por projetos de empreendedores que atuem nos mercados C, D e E, principalmente nos setores de educação, saúde, finanças, infraestrutura e saneamento. Buscam pessoas 100% dedicadas e com time empreendedor. A preferência da aceleradora é por start-ups sociais que já tenham identificado uma oportunidade clara no mercado, já tenha um protótipo e esteja vivendo o desafio de escalar a máquina de vendas. Como lição para os empreendedores, Maure é categorica: “Se apaixone pelo problema e não pelo produto. Errar faz parte: o plano é escrito a lápis e o sonho a caneta.”

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Também participou do painel Julia Profeta, da Vox Capital, um dos 50 maiores fundos de investimento de impacto do mundo. Para ela, o desafio é trazer os recursos que estão sentados na poupança para gerar mais investimentos e movimentar o mercado. Os financiamentos são para pessoas inovadoras e tecnologias disruptivas que buscam diminuir as desigualdades. Temas como formação de professores, alfabetização, prevenção a obesidade na infância, doenças crônicas, energias renováveis, água e saneamento são as principais temáticas e tendências observadas pela Julia. Para ela, impacto não é mais um apêndice – precisa fazer parte do produto.

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A mediadora, nossa diretora executiva, Carolina de Andrade finalizou com um convite para olhar para dentro: “Qual é o seu propósito mais genuíno? A partir disso você estará pronto para buscar seu espaço no ecossistema de negócios de impacto.”


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