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04
out

DADOS! OH MEU DEUS, E AGORA?

Por: Ilana Cardial

Estamos entrando em uma era de dados, que traz conceitos, termos e ideias que nunca foram trabalhadas como estão sendo hoje. O que sabemos até agora é que as organizações e empresas vêm usando as informações que têm para analisar sua trajetória e prever os resultados de seus próximos passos. Até aí tudo bem, mas o que isso tem a ver com ser Social Good?

Nós acreditamos que é possível usar dados para transformar o mundo e causar impacto positivo de maneira ainda mais precisa e abrangente. Tem gente usando essa tecnologia para combater a fome no mundo, por exemplo, sabia? Com inspirações como essa e acreditando no poder dos dados, o Social Good Brasil está investindo mais nessa área e se posicionando como uma organização data driven 😀

Calma aí, você não sabe o que isso quer dizer, nem como isso impacta sua vida? Respira fundo, dá a mãozinha e vem com a gente mergulhar nesse aprendizado. Nós estamos há um tempo estudando sobre dados e a cada dia nos surpreendemos com as possibilidades de Data for Good – o uso de dados para o bem. Vamos juntos aprender sobre esse universo?

 

Começando do Começo: o que é Big Data

A definição simples é o significado da própria palavra: Big Data são mega dados. Um conjunto de informações queProgramming editor for CSS language empresas e organizações detêm sobre produtos e pessoas. Sabe quando você vai responder um quiz, acessa com a conta do Facebook e aceita compartilhar as informações do seu perfil? Ou quando habilita a localização para um app? Seu nome, idade, sexo, preferências, trajeto percorrido e o que mais você compartilhar é registrado pelas empresas formando um grande e complexo banco de dados.

Nos anos 2000, o analista Doug Laney definiu Big Data usando três V’s:

 

Volume: A quantidade de dados que podem ser armazenados dentro e fora das empresas e organizações é impressionante. Para constituir o que é chamado de Big Data, é necessário que haja números suficientes para que se possa extrair uma informação.

Velocidade: Com a internet e as novas tecnologias, a quantidade de dados produzidos, transferidos, compartilhados e registrados por segundo é enorme. Usando as redes sociais, comprando online ou até realizando uma pesquisa no Google, nós deixamos alguma informação naquela plataforma.

Variedade: São vários os tipos de dados que podem ser registrados. O texto em uma rede social, a localização ao fazer um check-in em um restaurante, os interesses ao curtir a página de um(a) artista.

Apesar de todos esses aspectos, o Big Data por si só não é suficiente. São apenas códigos armazenados em servidores diversos. O que realmente importa são as interpretações que um(a) cientista de dados pode extrair ao analisar todo esse conteúdo complexo. São essas informações que serão importantes para que uma empresa ou organização consiga realizar suas futuras decisões tendo uma base consistente.

O uso de dados aparece como uma oportunidade para que possamos fazer mais e melhor. É sobre repensar decisões já feitas, melhorar nossa comunicação e produtos, e pensar em soluções inovadoras para problemas que talvez nem enxerguemos agora. Os mega dados vêm para abrir os olhos.

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Data Driven: é de comer?

Vamos começar com um exemplo bobo e simples? Pense que todos os dias durante um ano você pega a mesma linha de ônibus em dois horários diferentes tendo um mesmo destino. A parte mais importante: você faz uma série de anotações.

Ao fim dos doze meses, será possível você responder em média quantas pessoas utilizam aquele ônibus, qual o tempo de duração do trajeto e o horário em que o ônibus passa no seu ponto. Com essas informações, será possível decidir qual dos dois horários é o ideal para você tendo como base suas experiências, certo? De modo geral, essa a ideia de organizações e empresas Data Driven: armazenar dados, organizar, interpretar e usá-los. Usar para quê?

As organizações data driven, como sugere o termo, são orientadas por dados. Isso significa que, antes de tomar decisões, analisa as informações reunidas ao longo do tempo. Trata-se de um modo de gestão guiado por dados.

Com essa atitude, é possível prever resultados, ter novas ideias, produzir marketing inteligente e direcionado. Ser data driven é sobre mensurar impacto para então expandi-lo, realizar cruzamentos inteligentes e traduzir os números para que se tenha as respostas certas para as perguntas certas. É, sobretudo, adiantar o futuro.

 

O que você tem a ver com isso tudo feat. como esses dados podem contribuir na solução dos problemas sociais

O movimento Data for Good incentiva o uso e entendimento de dados para promover impacto social, buscando soluções para problemas em várias esferas de diferentes maneiras – desde como melhorar a vida nas cidades até a situação de refugiados. O Andrew Means é um dos principais nomes do movimento nos EUA e já confirmou presença no Festival SGB como painelista!

A cientista de dados Mallory Soldner pesquisa sobre como olhar para os dados tendo como objetivo promover o bem e enxergar além dos números. . Em sua participação no TED Talks, ela levantou a possibilidade de prever onde uma doença proliferará com base no mapeamento da migração de pessoas, antecipar uma possível falta de alimentos pela seca em uma região, e garantir que um grupo de refugiados terá acesso a comida enquanto realiza suas travessias.

 

Curtiu entender sobre dados e organizações data driven? Então temos certeza que você vai adorar participar do nosso Festival SGB 2017 e ouvir o que o Andrew Means tem a dizer. Inscreva-se!

A evolução da tecnologia impacta a vida de bilhões de pessoas. Descubra seu papel neste cenário de transformação: Compartilhe, colabore e crie o futuro!

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