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out

Festival SGB: voz para todos!

Por: Ilana Cardial

A proposta do Festival SGB deste ano é olhar para o futuro. Para conversar sobre o que queremos e esperamos daqui pra frente, acreditamos que é preciso ter uma comunidade diversa ao nosso lado. Neste post, a gente destaca alguns momentos em que destinamos espaço e tempo para aqueles com quem temos muito o que aprender sobre inclusão ainda.

Em 2016, inserimos tradução simultânea de LIBRAS no Festival SGB. Neste ano, ampliamos a prática para o SGB Lab. A conscientização para a atitude se deu muito pelas várias iniciativas e pessoas que caminham lado a lado conosco nesses cinco anos e dedicam suas vidas e projetos à inclusão da comunidade surda.

Nós queremos mais e mais disso: pessoas que, por diversos motivos, são consideradas minorias na sociedade participando da história do SGB. Mulheres, negros, comunidade LGBT, surdos, cegos, pessoas com deficiência e todos que são peças-chave na nossa transformação e na do mundo.

Confira quatro momentos muito legais da nossa programação:

Liderança Feminina – com Ana FontesAna Fontes_044-Edit

As mulheres ocupam menos de 40% dos cargos de chefia no Brasil. Essa é uma das razões pelas quais é importante apoiar as que são lideranças empresariais e criar uma conexão entre elas para que se ajudem no mercado de trabalho. Com mais de 200 mil empreendedoras envolvidas, a Rede Mulher Empreendedora é a primeira e maior rede de apoio a empreendedoras do país.

A Ana Fontes é fundadora da RME, da Virada Empreendedora e especialista em empreendedorismo feminismo. Ela já foi palestrante no TEDx São Paulo e é professora no INSPER. Além disso, é consultora do 10 mil mulheres na Fundação Getúlio Vargas – o programa promove educação empresarial para mulheres em países em desenvolvimento. Ela também realiza consultoria no Itaú Mulher Empreendedora e representante do Brasil no Women 20 – iniciativa dos países-membros do G20 para combater a desigualdade de gênero.

Já deu pra perceber que a Ana Fontes é uma mulher incrível e que tem muito a ensinar sobre empreendedorismo e luta feminina 😉

 

Olhares que falam – com Thiago Evangelista
Thiago Evangelista

O Thiago entende muito bem de duas coisas: comunicação alternativa e geografia. A paralisia cerebral e a ausênciade fala não o impediram de trabalhar com o que gosta. Através do Projeto Professor Thiago, ele uniu suas duas paixões e passou a ensinar usando a tecnologia em sala. Ele já lecionou para mais de 700 pessoas em escolas e universidades no Brasil e na Itália.

Suas aulas são estruturadas em dois momentos. No primeiro, ele explica como foi o processo para chegar até ali. Depois, apresenta suas aulas através de uma ferramenta que permite o controle de seu computador apenas com o movimento dos olhos. Com o conteúdo todo explicado, o Thiago permite que os estudantes experimentem os recursos de comunicação alternativa que possui.

Muito mais do que geografia, Thiago Evangelista ensina sobre empatia, inovação, cooperação e determinação. No Festival SGB, ele comanda uma conversa sobre suas experiências e como podemos contar nossa história usando mais do que palavras.  

 

Tecnologia para todos? – A importância da inclusão de pessoas com deficiência – Com Beatriz Lonskis (Valor Econômico),  Fernando Botelho (F123) e Michelle Frasson (Neoway)

O mundo ainda não está preparado para pessoas com deficiência. Utilizando a tecnologia como ferramenta de transformação, a Beatriz Lonskis, o Fernando Botelho e a Michelle Frasson atuam para mudar esse cenário . Eles trabalham para que pessoas surdas e/ou cegas – como eles – tenham acesso à educação e informação. A conversa nesse painel gira em torno da importância de utilizar os novos recursos tecnológicos com o cuidado de não deixar ninguém de fora. Os três são referências e porta-vozes de como podemos incluir pessoas com deficiência no mundo da tecnologia.beatriz_lonskis

“O meu grande desejo é ver que todos os seres humanos, especialmente os esquecidos pela sociedade como idosos e pessoas com algum tipo de deficiência, se sintam incluídos e sejam participativas na sociedade”, diz Beatriz. Ela é surda de nascença, designer há dez anos e atua diretamente com experiência de usuário e acessibilidade digital. Para Beatriz, a essência do design é projetar para todos. Quando viu que era possível atrelar design, tecnologia e inclusão social, se apaixonou ainda mais por sua profissão. Hoje, ela trabalha no Valor Econômico e estuda como usar o design e experiência de usuário (UX) para promover inclusão. Já teve a oportunidade de falar sobre acessibilidade digital em duas conferências importantes para comunidades de UX Design e profissionais digitais: UXConfBR 2017 e The Developer’s Conference 2017.

CURITIBA, PR- 27 AGOSTO: O sociologo Fernando Botelho posa para foto no centro de Curitiba, no Parana, em 27 de agosto de 2012. Fernando criou o F123, uma ONG que desenvolve softwares livres para permitir o acesso a informatica para pessoas com baixa visao ou cegos. (FotoNa Lata)O Fernando Botelho lidera a F123, uma iniciativa que busca aumentar o acesso à educação e emprego para pessoas com deficiência visual. “Acredito muito na minha ideia porque eu também sou cego, enfrento ou já enfrentei os mesmos obstáculos que queremos superar para nossos usuários”, ressalta ele. O Fernando já foi palestrante em eventos sobre tecnologia, deficiência, e políticas públicas em mais de 20 países. Além disso, ele é Fellow da Ashoka e tem bastante orgulho dessa conquista.

A Michelle Frasson é deficiente visual e instrutora do JS4Girls, uma iniciativa autônoma, gratuita e aberta que leva o ensino de JavaScript para mulheres que ainda não sabem programar. Ela utiliza seu conhecimento em Tecnologia da Informação para trabalhar com foco em usabilidade e acessibilidade web – especialmente em plataformas móveis. Hoje, ela atua na Neoway com qualidade de dados.

 

Homens trans e o acesso à vida – com Ariel Nobre (Pajubá)
Ariel Nobre

O Brasil é o país mais transfóbico do mundo. Para falar sobre ativismo trans, o Ariel Nobre comanda a roda de conversa Homens trans e o acesso à vida. Ele é CEO e fundador da Pajubá Diversidade em Rede, uma empresa que presta consultoria a fim de promover a diversidade e inclusão social na estrutura interna das organizações.

“Acredito na minha ideia porque a minha ideia é uma bandeira pela vida de toda uma comunidade”, reforça Ariel. Ele atua na área de comunicação, é consultor de diversidade e militante no A Revolta da Lâmpada, um coletivo que luta pelos direitos humanos desde 2015.

Quando o assunto é suicídio de homens trans, Ariel usa a fotografia como uma forma de sensibilização pela causa. Seus registros resultaram na série fotográfica Preciso Dizer que Te Amo.

 

Bora ouvir o que esse pessoal tem a dizer?

Para participar de todas essas atividades, é só se inscrever no Festival SGB!

O evento acontece nos dias 27 e 28 de Outubro, aqui em Floripa. Uma doação de qualquer valor garante sua participação. INSCREVA-SE JÁ!


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