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20
abr

SGB e o Movimento ODS: Nós podemos, Santa Catarina!

Por: Bruna Pires

A conexão de pessoas e organizações que causam impacto social positivo tem tudo a ver com o Social Good Brasil, não é mesmo? Aproveitando a chance de conhecermos e trabalharmos com outras iniciativas que promovem a mudança na região catarinense, nós aderimos ao Movimento ODS Nós Podemos Santa Catarina.

O Movimento conta com voluntários para contribuir com a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos do estado, através da realização de ações que promovam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas.

Para explicar mais sobre o Movimento e contar sobre os benefícios e as dificuldades em terra catarinense, entrevistamos a Coordenadora Geral do Movimento ODS – Nós Podemos Santa Catarina, a Adelita Adiers.

 

Social Good Brasil: Qual o objetivo do Movimento ODS Nós Podemos Santa Catarina?adelita_adiers

Adelita Adiers: O Movimento ODS Nós Podemos SC tem como meta facilitar a incorporação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na prática das pessoas e organizações do estado. Nosso propósito é tornar os ODS conhecidos nas empresas, instituições de ensino, poderes públicos e sociedade em geral para que desenvolvam ações a fim de contribuir com o alcance das metas estabelecidas pelas Nações Unidas, para que em 2030 tenhamos um planeta mais sustentável e resiliente.

 

SGB: Como ele atua no Estado?

AA: O Movimento atua nas regiões catarinenses por meio de Comitês, Municipais ou Regionais, que têm a função de disseminar e realizar, localmente, ações relacionadas aos ODS. Acreditamos que são nas comunidades que ocorrem as mudanças e por meio de suas demandas que surgem as políticas públicas.

 

SGB: Que tipo de ações práticas podem ser feitas para alcançarmos esses objetivos?

AA: Muitas vezes pensamos que precisamos realizar grandes ações para alcançar essas metas, mas na verdade não. Pequenas atitudes no dia a dia já fazem a diferença e provocam transformações, por exemplo, separar o lixo para destinação correta, diminuir o consumo de descartáveis, principalmente o isopor, entre outras. As empresas podem alinhar suas políticas de sustentabilidade utilizando os ODS como ferramenta de gestão, além de adotar políticas de produção mais sustentáveis, de equiparação salarial entre mulheres e homens que ocupam mesmos cargos, etc. Considerar a sustentabilidade de forma transversal permite um olhar mais atento a aspectos que influenciam negócios, pessoas, prosperidade e o planeta.

Existem várias ações que podem ser, e já são realizadas, mas a principal atitude é sempre ter em mente a reflexão “O que estou fazendo para melhorar a minha comunidade?”, “Qual o impacto das minhas ações no planeta?” ou “Como podemos gerar e fazer negócios mais sustentáveis?” e partir para a ação. E o Movimento existe para facilitar esse processo, apresentando os ODS como ferramenta e ajudando a unir esforços para que os objetivos sejam alcançados.

 

SGB: Quem são as pessoas e organizações que fazem parte desse Movimento?

AA: Somos um movimento social, uma rede composta por todos os setores da sociedade que escolhem, opinam, aprovam e participam das decisões do Movimento por meio de uma Assembleia Geral. Hoje contamos com mais de 120 signatários, que são pessoas físicas voluntárias, empresas, poder público, instituições de ensino, organizações de classe e organizações da sociedade civil.

 

SGB: Quais são os principais desafios do Movimento em Santa Catarina?

AA: Fazer com que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sejam de fato uma prática na vida das pessoas, no dia a dia. Um grande desafio para nós é também engajar o setor público, pois são eles que lidam diretamente com os indicadores de políticas públicas, e sem eles é mais difícil conseguir de fato uma transformação. Além disso, nosso desafio é ser o interlocutor entre os setores, compartilhando boas práticas, ferramentas e fortalecendo parcerias para engajar os diferentes públicos. Aproximar teoria da prática para auxiliar na conexão entre os 17 objetivos da ONU e as ações práticas das pessoas e instituições. Temos também o desafio ter representatividade nos 295 municípios catarinenses. Estamos atuando para chegar lá, por isso o engajamento de todos os setores da sociedade é tão importante.

 

SGB: Quais foram as principais entregas realizadas pelo Movimento nestes 7 anos de atuação?

AA: Nestes anos desenvolvemos muitas ações e iniciativas, mas acreditamos que o Movimento já deixa como legado três contribuições significativas para a sociedade catarinense.

Primeiro foi publicizar a causa dos Objetivos de Desenvolvimento, no início com os do Milênio e agora com os de Desenvolvimento Sustentável. A sociedade passou a ficar mais próxima dessa causa, mais conectada com desafios mundiais.

Segundo, que inspirou as organizações a mudarem suas práticas reconhecendo que seus projetos e suas ações também contribuem para as metas. Podemos citar como exemplo o ICOM – Instituto Comunitário da Grande Florianópolis, que foi uma das organizações fundadoras do Movimento e incorporou os ODS em seus programas desde o início, alinhando os indicadores de resultado dos projetos com os indicadores dos ODM/ODS e, também, incentivando as organizações beneficiadas por seus projetos a fazem o mesmo.

E terceiro, percebemos que empresas passaram a alinhar sua responsabilidade social aos ODM/ODS. Empresas importantes para a economia do Estado e País estão incorporando os indicadores dos ODS em suas estratégias empresariais, adotando medidas de investimento social privado que beneficiem iniciativas que contribuam com os Objetivos. Várias empresas já fazem parte e financiam as atividades do Movimento e com isso se conectam com um movimento global de alto impacto local.

 

SGB: Quais as vantagens de fazer parte do Movimento?

AA: Entendemos que a principal razão é estar conectado a um plano de ação global para transformar o mundo num lugar mais sustentável e resiliente. Fazer parte de uma rede que pensa no coletivo, e ser reconhecido por isso. Para o Social Good Brasil, assim como para muitas outras organizações, fazer parte do Movimento é uma oportunidade para estar em contato com outras iniciativas que também estão alinhadas com os objetivos globais e assim atuar em conjunto e potencializar ações que têm a mesma finalidade.


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