A tecnologia como facilitadora social

Social Good é mudar o mundo para melhor, utilizando as tecnologias, novas mídias e comportamento inovador. No SGB Lab, nosso objetivo é ajudar pessoas a colocarem suas ideias de negócios, organizações ou movimentos sociais na prática.

Durante o processo criativo é normal que surjam dúvidas na hora de definir os conceitos principais do projeto: quem é o público-alvo? Qual é o problema que quero resolver? Como vou utilizar a tecnologia na minha iniciativa? Para responder essas dúvidas, compilamos algumas ferramentas úteis em nosso site, e agora preparamos este post explicando um pouco mais sobre o que entendemos como tecnologia.

 

O que é tecnologia para o SGB?

A tecnologia faz parte de nossas vidas. Quando viajamos, por exemplo,  fotografamos uma paisagem bonita e colocamos na hora em nossas redes sociais, junto com a localização exata de onde estamos e  quem está lá com a gente.

Fazer isso é um hábito tão corriqueiro que não paramos para refletir em quantas ideias, pessoas, tempo, investimento e estudo foram necessários para que tudo isso fosse possível. Seria muito mais difícil compartilhar essas informações com sua família e amigos sem a internet e os smatphones, certo? Esse é um dos objetivos da tecnologia: utilizar um conjunto de técnicas e/ou aparelhos para facilitar a vida das pessoas.

De acordo com nosso marco conceitual, dividimos a tecnologia entre hardware e software:

  • O hardware é a parte física, que você pode pegar e utilizar na hora. Um smartphone, uma tela de computador, um pequeno robô ou uma impressora 3D são exemplos de hardware.
  • Software são os programas que comandam ou são executados na parte física. Eles são compostos por uma grande quantidade de dados e códigos devidamente organizados e programados para desempenhar a função desejada. Websites, aplicativos de celular e games são considerados software.

O hardware se divide ainda entre high-tech e low-tech. Entre as tecnologias high-tech estão robótica, computadores, aparelhos móveis e elementos eletrônicos. Já as tecnologias de hardware low-tech usam elementos físicos de baixo custo, como por exemplo o Litro de Luz, que é uma solução de acesso a energia que utiliza apenas garrafas pet.

Também diferenciamos as tecnologias de uso e as de desenvolvimento.

  • Tecnologias de uso: Não exigem alto nível de conhecimento técnico, pesquisa e desenvolvimento para serem utilizadas. São as tecnologias que usamos no dia-a-dia e aprendemos rapidamente a operar, como as novas mídias, redes sociais, aplicativos de celular, mecanismos de crowdfunding, etc.
  • Tecnologias de desenvolvimento: São voltadas para pesquisa e desenvolvimento de outras tecnologias, ou para adaptar uma tecnologia complexa para o público em geral. Podem ser usadas por empresas, organizações e pelo poder público para administrar dados e tomar decisões estratégicas, como o big data.

 

Tecnologias no Lab

As iniciativas que já apoiamos no SGB Lab utilizam diversos tipos de tecnologia de hardware e software utilizados para causar impacto social. Veja alguns exemplos:

Instituto HandsFree: O instituto desenvolve tecnologias assistivas de baixo custo para pessoas com deficiência, como dispositivos comandados por voz ou por movimentos com a cabeça para ajudar em atividades cotidianas. Para garantir o baixo custo, o instituto utiliza peças produzidas a partir de impressoras 3D.

                                                                  Foto: Instituto HandsFree/Facebook

 

Surdo para Surdo: É uma plataforma online que conecta pessoas surdas que querem dar aulas de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) com as que querem aprender. O tutor surdo oferece suas aulas através do site ou aplicativo, e o aluno escolhe o melhor plano de aulas e realiza o pagamento. A Surdo para Surdo fica com uma taxa do valor das aulas, também coletada a partir da plataforma.

Pitch do Surdo para Surdo no SGB Lab de 2016

 

Praças: Através de uma plataforma online, o Praças facilita a união comunitária para a revitalização de praças públicas. O site mantém uma ferramenta contínua de financiamento coletivo, e vai garantindo recursos para realizar as reformas. Qualquer pessoa ou empresa pode doar e ajudar, via internet. Dê uma olhada no vídeo sobre a adoção da praça Villaboim, em São Paulo:

 

MaturiJobs: Plataforma online de busca de empregos e oportunidade de desenvolvimento pessoal voltada para pessoas maiores de 50 anos. As empresas cadastram suas vagas no site com os detalhes e especificações necessários, e os interessados podem se candidatar.

                                                                        Foto: MaturiJobs/Facebok

Conheça outras iniciativas ajudadas pelo Lab e como elas empregam a tecnologia em seus projetos no nosso portfólio de inovações.