De figurinista à empreendedora e tecelã de redes: conheça Lu Bueno e seu Banco de Tecidos

A figurinista Lu Bueno se tornou empreendedora ao se deparar com um problema. Percebeu que apenas em seu ateliê tinha 600 kg de tecido ocioso: “eu tinha restos de tecidos lindos do figurino uma gravação da Gal Costa de 20 anos atrás, por exemplo. Aquilo não poderia continuar parado”. Foi pensando em formas de fazer girar estes materiais que nasceu o modelo de negócio Banco de Tecidos. Lá as pessoas depositam os restos de tecidos de suas coleções e podem retirar outros para novas criações. Também é possível comprar tecidos a quilo para diversos propósitos por um preço único (e bem abaixo do mercado).

Banco de tecido/Facebook

Com uma loja física com mais de 300 correntistas, que já fez circular mais de 5 toneladas de tecidos, Lu agora sonha com uma expansão através da tecnologia. O sonho é antigo e foi com ele que ela se inscreveu no SGB Lab em 2015. Chegou a participar do primeiro webinário, mas naquele momento os quatro meses de imersão não seriam viáveis. Porém, ficou a vontade de ter acesso às metodologias e encarar os desafios. A participação de Lu veio pouco mais de um ano depois, no programa Lab Inovação na Cadeia de Moda, uma parceria entre o SGB e o Instituto C&A, e não decepcionou: “A intensidade das entregas no programa faz toda a diferença. É um chamado direto para a ação”. Não foi a primeira vez em que Lu teve acesso às metodologias do SGB Lab, como Design Thinking e Startup Enxuta, mas segundo ela, desta vez viu tudo ser aplicado de uma forma diferente e importante para atingir o objetivo de ganhar mais escala e, consequentemente, mais impacto social.

Para ela, o SGB Lab também foi um grande espaço de formação sobre as novas formas de empreender: “Um administrador não é, necessariamente, um empreendedor. Antes se aprendia a empreender em empresas da família, na prática, ou se tinha um forte ímpeto empreendedor”,  reflete. “Hoje em dia, o negócio é de informação. O modelo de start-up é muito rápido. Por isso, é cada vez mais importante rever os negócios e a educação”. Se o paradigma moderno pode ser complexo para o indivíduo, Lu considera ter reafirmado a importância de algo muito importante: ir atrás.

Os caminhos que levaram a Lu Bueno a participar do Lab Inovação na Cadeia de Moda não foram retos, mas com certeza confluíram na direção e no tempo certo para que a experiência fosse muito bem aproveitada: sua iniciativa inovadora foi a segunda colocada do programa e levou parte do investimento semente, que será utilizada para “colocar ordem na casa antes de expandir”. Porém, para ela este está longe de ser o ganho maior.

Para ela, a riqueza do ambiente do SGB Lab favoreceu o seu caráter colaborativo: “Não consigo ficar parada, sempre trabalhei com muita gente e acho que o mais importante é a conexão entre as pessoas”. O destaque fica por conta dos facilitadores e dinâmicas que há todo o momento mostraram a importância do grupo reunido.

Banco de tecido/Facebook

“O grande ganho foi conhecer pessoas de várias partes do Brasil, que assim como a gente tem a pretensão de formar uma rede”, afirma. E formar redes não é algo novo para a Lu. Sua habilidade de conectar pessoas e iniciativas com potencial para colaborarem entre si não passou despercebida, mas a descoberta veio junto com uma iniciativa que tem compartilhamento no DNA: “O Banco de Tecido que me jogou nisso. Eu nem sabia que eu era”. Mas é. E durante o Lab foi possível construir a fundação de ricas parcerias que devem continuar com um objetivo em comum: “Se queremos criar um novo sistema, precisamos de novos modelos e novas conexões”.
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