Finalistas do Lab no Festival SGB

Ufa! Depois de quatro meses de treinamento, três encontros imersivos, muitas trocas, amizades, aprendizado e trabalho o SGB Lab deste ano chegou ao fim!

O primeiro encontro foi para organizar as ideias de impacto e decidir qual problema cada iniciativa os labbers precisavam resolver. O segundo, para validar hipóteses, modelos de negócio, público alvo e teste de possibilidades. No terceiro, os Labbers aprenderam a apresentar sua ideia para o mundo com o Demo Day do Lab.

Três iniciativas tiveram ainda um último compromisso com o SGB: a apresentação de seu Pitch no palco do Festival Social Good Brasil, ao vivo, para centenas de pessoas. A Thais, a Gabriela e o Ricardo tinham a tarefa de levar para o público do evento não só suas iniciativas e todas as pessoas envolvidas em cada projeto, mas também de representar um pouquinho de todos os participantes do SGB Lab 2017 <3

Antes de os Labbers se apresentarem, o Edgard, mestre de cerimônias do Festival, disse para a platéia que esse era um momento especial e diferente de todos os outros do evento: pessoas reais resolvendo problemas reais, mostrando que todos nós podemos fazer a diferença no mundo. A apresentação deles foi, com certeza, um dos momentos mais emocionantes e inspiradores do evento. Conheça um pouquinho mais de cada um deles aqui:

 

Mãe&Mais – Apresentado pela Thais Ferreira, do Rio de Janeiro.

O mercado de serviços de saúde movimenta R$ 418 bilhões todo ano no Brasil. Os principais usuários são mulheres e crianças de 0 a 6 anos de idade: temos 67 milhões de mães e 18 milhões de crianças nessa faixa etária atualmente no país. Mas como fazer com que o atendimento de qualidade esteja disponível para quem mais precisa? Esse é o objetivo do Mãe&Mais é um projeto que fornece atendimento médico acolhedor e humanizado e acessível para áreas populares do Rio de Janeiro.

Durante o SGB Lab, a Thais e a Samara prototiparam o espaço que vai ser uma clínica popular referência, atendendo e educando mães e crianças na primeira infância. Elas realizaram 21 ações itinerantes, têm 27 médicos engajados no projeto e já impactaram mais de 300 pessoas. O Mãe&Mais utiliza tecnologias de orientação por dados para ser mais eficaz e assertivo nos atendimentos, e focar suas ações nas pessoas e locais que mais precisam.

A ideia principal que rege o projeto é fácil de entender e muito significativa: empoderar mulheres mães é cuidar do futuro das próximas gerações. O Mãe&Mais também nos mostra que para inovar, não precisamos de milhões de tecnologias e dispositivos. Basta um olhar empoderado e humanizado, focado em resolver os problemas de quem mais precisa de forma diferente.

 

Chat21 – apresentado pela Gabriela Laborda, do Rio de Janeiro

Quem é mãe ou pai sabe da quantidade de perguntas que passam pela cabeça quando recebemos a notícia de um novo bebê a caminho. Vai ser parecido com a mãe? Com o pai? Vem careca ou cabeludo? A espera gera expectativas e muitas dúvidas. Mas você já pensou em como é receber a notícia de que seu filho ou filha é portador da trissomia do cromossomo 21, que ocasiona a Síndrome de Down?

A Gabriela, idealizadora do Chat21 (sigla para Central Humanizada de Atendimento T21), passou por essa experiência quando teve sua filha Maíra, e decidiu ajudar outros pais e mães que passam pela mesma situação. Um em cada 700 bebês no Brasil nascem com a síndrome — quase 10 crianças por dia! A ideia por trás do Chat21 é conectar e apoiar as mães e pais dessas crianças, de forma acessível, simples e que mostre que ninguém está sozinho.

O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp é a principal ferramenta de trabalho. Durante o SGB Lab, foram criados 18 grupos de acolhimento regionais de pais e mães. O atendimento é gratuito e apoiado por especialistas. Em dois meses, o projeto realizou 106 acolhimentos, enquanto uma instituição local que a Gabriela conhecia conseguia realizar apenas 20 em um ano inteiro. O objetivo maior do projeto é servir de base para o protocolo nacional de atendimento a crianças com síndrome de down.

 

Blindsight

Você se sentiria seguro saindo para fazer suas atividades de rotina vendado? Já imaginou encarar uma rua movimentada sem poder ver nada?  As 7 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil enfrentam esse problema todos os dias. O Ricardo viveu esse problema de perto com o Raí, um amigo que possui deficiência visual. Ele vivia com medo de se deslocar até em distâncias pequenas, como uma troca de sala na faculdade. Pensando no Raí, o Ricardo decidiu buscar uma solução que aumentasse a autonomia e a mobilidade de pessoas com deficiência visual — e diminuir o medo.

Testando bastante suas ideias com a ajuda do Raí, o Ricardo desenvolveu um dispositivo wearable, uma espécie de cinto equipado com sensores de movimento que a pessoa com deficiência visual usa na cintura. Os sensores produzem vibrações que transmitem sensorialmente ao usuário a presença de obstáculos. Funciona de forma parecida com os sensores de estacionamentos dos carros, e a ideia é que o Blindsight seja usado em conjunto com a bengala. Com o tempo, quem usa o dispositivo passa a entender os sinais emitidos pelo dispositivo e até diferencia pessoas e movimentos.

A equipe do Blindsight segue trabalhando para deixar o dispositivo cada vez mais eficaz e inteligente. Ele é vendido por um preço acessível àqueles que precisam, mas que também permita a empresa crescer e melhorar o produto.

 

O Lab de 2017 encerrou um ciclo de quatro anos de Lab. No Festival, o SGB aproveitou para lançar seu novo projeto, o  Laboratório de dados e tecnologias exponenciais para inovação social em Florianópolis. Teremos parceiros multinacionais como IBM e SAP, a empresa catarinense de big data Neoway,  a Resultados Digitais, a incubadora de educação em tecnologia Exosphere e a Data Science Brigade.

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