Marco Conceitual

Conheça nosso marco

Quer saber mais sobre a nossa atuação e o que definimos por inovação social, tecnologias e outros termos? Leia o nosso Marco Conceitual!

O QUE É O SOCIAL GOOD BRASIL (SGB)?

Uma organização fundada pelo IVA e pelo ICom que inspira, conecta e apoia
indivíduos e organizações para o uso das tecnologias, novas mídias e do
comportamento inovador para contribuir com a solução de problemas da sociedade.

Somos uma liderança no Brasil do movimento global +SocialGood.
O movimento +SocialGood é encabeçado por um grupo de organizações
como Fundação das Nações Unidas, PNUD, Fundação Bill&Melinda Gates,
Mashable, entre outras.

Social Good é usar as tecnologias,
novas mídias e o comportamento inovador
para contribuir com a solução de
problemas da sociedade.

E O QUE SIGNIFICA SOCIAL GOOD?

Social Good é mudar o mundo
para melhor utilizando as tecnologias,
novas mídias e o comportamento
inovador.

Social Good = Tecnologia + Comportamento Inovador +
Contribuição com a solução de problemas da sociedade

O que é comportamento inovador?

Usar o comportamento inovador é estar alinhado com uma nova forma de usar as tecnologias, mais colaborativa, em rede e com liderança compartilhada. Percebemos que a transformação que vivemos hoje na sociedade é de caráter comportamental, de novos modelos mentais, e não apenas relacionada ao desenvolvimento tecnológico. Entendemos que aplicar novos modelos mentais é fundamental para um salto de inovação com compromisso de solucionar problemas urgentes da sociedade.

O QUE CONSIDERAMOS TECNOLOGIAS?

O SGB considera tecnologias de hardware e software. É muito difícil dividir inovações tecnológicas entre hardware e software, pois para o bom funcionamento do hardware, que é a tecnologia física, em geral é também necessário o software, que é a parte lógica da informática. Por exemplo, apenas com a combinação de software e hardware um computador pode funcionar de forma correta e eficiente.

Tecnologias emergentes com alta capacidade de escala ou exponencial que podem ser uma combinação de hardware e software são: internet e novas mídias, internet das coisas, inteligência artificial, biotecnologia, nanotecnologia, fabricação digital e impressora 3D, big data, vida sintética, tecnologias limpas, entre outras.

DEFINIMOS HARDWARE E SOFTWARE COMO:

  1. Hardwares: Tecnologias físicas high-tech e low-tech. Entre as tecnologias de hardware high-tech estão robótica, computadores, aparelhos móveis e elementos eletrônicos como arduinos. Entre as tecnologias de hardware low-tech que usam elementos físicos de baixo custo. Por exemplo, o Litro de Luz, que é uma solução de acesso a energia que utiliza apenas garrafas pet.
  2. Softwares: Programas que comandam as tecnologias físicas, fornecendo instruções ao hardware, capacitando a realização das operações de um equipamento. Entre as tecnologias de software estão os sistemas operacionais, programas de computador, aplicativos e games.

CATEGORIAS DE TECNOLOGIAS

Ao atuar neste campo, percebemos dois padrões de
uso da tecnologia para solucionar problemas da sociedade:

Tecnologias de uso:

tecnologias que não exigem alto nível de conhecimento técnico, pesquisa e desenvolvimento para serem utilizadas. Nessa categoria estão concentrados, por exemplo, o uso de novas mídias e internet para engajar pessoas em alta escala para uma causa social, seja compartilhando, co-financiando ou co-criando. Um caso é o da organização social TETO que mobiliza cada vez mais voluntários na América Latina por meio de campanhas e apps digitais.

Tecnologias de desenvolvimento:

Tecnologias que exigem investimento de dedicação ou recursos em pesquisa e desenvolvimento. Aqui estão casos que criam uma nova tecnologia ou adaptam uma já existente, tornando-a disponível para um público que antes não tinha acesso. Um caso de empresa social que desenvolve tecnologia hardware é o Gerasol, que adaptou aquecedores solares em uma solução ecológica e de baixo custo.

Como entendemos “problemas da sociedade” e “melhorar o mundo”?

São os protagonistas e empreendedores de iniciativas social good
que justificam a relevância do problema social ou ambiental que
desejam resolver, com dados da abrangência do desafio e clareza
de teoria de mudança (a forma sua iniciativa pretende melhorar o
mundo). Dessa forma, não pretendemos aqui restringir os problemas
que podem ser abordados.

Meio ambiente & Energias renováveis

O QUE ENTENDEMOS POR “PROBLEMAS DA
SOCIEDADE” E “MELHORAR O MUNDO”?

Algumas potenciais áreas-alvo, que precisam de soluções
criativas e inovadoras para problemas urgentes, são:

Economia local & Empreendedorismo

Cultura & Entretenimento

Consumo consciente & Justo

Saúde

Cidades & Mobilidade Urbana

Cidadania & engajamento social

Habitação

Educação

COMO ENTENDEMOS QUE AS TECNOLOGIAS ALIADAS AO COMPORTAMENTO INOVADOR
PODEM CONTRIBUIR PARA RESOLVER PROBLEMAS DA SOCIEDADE?

O SGB acredita no conceito de pobreza multidimensional definido pelo Amartya Sen, Prêmio Nobel da Paz: Pobreza não é definida apenas pelo poder econômico e renda, mas pelo acesso a serviços básicos de educação, saúde, saneamento e moradia de qualidade. Nesta abordagem as iniciativas social good podem gerar impacto social nas quatro dimensões:

  • Acesso

    Acesso. Soluções que reduzam a assimetria de informação entre as classes sociais e facilitem o acesso a serviços básicos, como educação, saúde, saneamento e moradia, têm alto potencial de reduzir pobreza e desigualdade social. A tecnologia tem demonstrado ser uma ferramenta poderosa em facilitar o acesso a tais serviços, entre outros. Um caso exemplar de acesso aos serviços de saúde é o Saútil, site de busca de consultas, vacinas, remédios e outros serviços do SUS.

  • Autonomia

    A autonomia que a tecnologia oferece pode ir além do acesso a serviços, como já citado. Também alavanca uma nova classe de “makers” ou “prosumidores”, que produzem o que consomem, como o caso dos laboratórios de fabricação própria e prototipagem (FAB LABs), que aproximam ciência e inovação de quem não tinha acesso antes. Outro exemplo, é a possibilidade de subsistência do jornalismo independente emitir opinião imparcial, como o caso da Agência Pública, que além de conteúdo investigativo de qualidade, impulsiona o surgimento de profissionais liberais, impactando diretamente economia e empregabilidade em momentos de crise, crescendo o número de freelancers e elancers no país. A autonomia também é identificada pela acessibilidade a pessoas de mobilidade reduzida e deficiências visuais e auditivas, que com a tecnologia tem o potencial de participar ativamente da sociedade conectada, trabalhar e viver de forma mais independente como o caso do Hand Talk, aplicativo para aprendizado de libras.

  • Transparência

    A transparência que a tecnologia oferece está intimamente ligada com a disponbilidade crescente de informação relevante na internet, atuando diretamente contra a assimetria de informação já mencionada. Com a tecnologia também surge um novo cidadão conectado, capaz de participar mais ativamente de tomadas de decisões coletivas, de se informar a partir de dados abertos, como por exemplo as contas públicas e o desempenho de seus candidatos. O Votenaweb é um exemplo das possibilidades proporcionadas pela tranparência e participação cidadã, em que é possível acompanhar os movimentos do seu candidato no congresso nacional. A tecnologia também permite transformar big data em good data, tornando ainda mais transparentes, relevantes e inteligentes dados disponíveis. Exemplos de áreas beneficiadas são a gestão pública na educação, como o caso da Meritt, e o setor social, como o caso do Inforpeople.

  • Escala

    A escala permite levar uma solução para cada vez mais pessoas, tanto pela replicabilidade como pela abrangência. É possível atingir milhares de pessoas com novos canais poderosos de comunicação, ter escala desde a mobilização de milhares de pessoas como o caso da lei do Ficha Limpa, que conseguiu entrar no congresso nacional como um projeto de lei assinado por 2 milhões de Brasileiros por meio do canal de campanhas políticas do Avaaz, até o desenvolvimento de tecnologias de baixo custo que podem ser oferecidas para todos como a Braigo, impressora que converte documentos para braile em menos de 1 minuto. A impressora foi criada com um kit lego e tem custo de U$ 350 dólares.

ATUAÇÃO DO PROGRAMA SOCIAL GOOD BRASIL

Visão

A visão do programa Social Good Brasil é uma sociedade em que as tecnologias e o pensamento inovador são utilizadas sistematicamente para a solução de problemas sociais.

Essa visão é fundamentada na crença de que tecnologias e inovação são essenciais para a solução de problemas tão complexos que a humanidade enfrenta.

Para alcançar essa visão, os objetivos gerais do programa Social Good Brasil, também denominados “pilares” são:

Inspirar, conectar e apoiar indivíduos e organizações a utilizarem o poder das tecnologias, novas mídias e o comportamento inovador para contribuir com a solução de problemas da sociedade.

Inspiração

Usar exemplos para despertar e engajar novos protagonistas que contribuam com a solução de problemas da sociedade

Conexão

Unir pessoas e organizações em uma rede colaborativa que compartilha conhecimento, multiplica ações e potencializa resultados

Apoio

Oferecer um ambiente de inovação para que as pessoas possam criar, consolidar ou se engajar em iniciativas social good

ESTRATÉGIAS

  • Atuar em rede por meio de parcerias com indivíduos e organizações, que são hubs de know-how com capilaridade nacional, e garantir que os parceiros gerem valor a partir da conexão entre eles
  • Garantir que a plataforma online do Social Good Brasil seja o ponto de convergência de todas as suas iniciativas, sendo a porta de entrada e o registo de conhecimento e experiência aberta para nossa rede
  • Não somos apenas digitais: apostar em encontros presenciais para inspiração do nosso público-alvo, realizando um seminário próprio por ano e participando de eventos e encontros diversos de terceiros, levando uma palestra ou oficina sobre o Social Good
  • No apoio a experiências inovadoras, atuar no abismo que existe na cadeia de apoio a inovações sociais no Brasil entre concursos/festivais de ideias e aceleradoras/fundos de investimento social, com foco em estruturação de ideias, design e prova do conceito
  • Atuar como um funil de inovação social, que pesquisa casos de sucesso no Brasil, benchmarking internacional e nichos de atuação, seleciona e implementa metodologias ou iniciativas pontuais que serão experimentadas para gerar conhecimento e aprendizado para novas iniciativas próprias

INICIATIVAS

1. Seminário Social Good Brasil: um encontro anual que oferece um ambiente presencial ideal para conexões e troca de ideias.

2. Plataforma online: um ambiente de conexão entre as pessoas que se interessam pelo tema por meio de um site interativo e pelas redes sociais.

3. Social Good Brasil Lab: um laboratório de design e prototipagem de iniciativas Social Good com duração de quatro meses, que ocorre em três sessões virtuais e três encontros presenciais.

4. Documentário: o Social Good Brasil produz filmes com o apoio da Lei Rouanet para disseminar o conceito e iniciativas Social Good brasileiras.