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05
nov

Protagonismo e colaboração para uma sociedade justa e criativa

Por: Bruna Pires
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Texto de Barbara Pettres, do Portal Voluntários Online

“Criar decisões junto com as pessoas, ouvindo-as, isso é fascinante”, resumiu Robert Skinner, da Fundação das Nações Unidas, para falar das iniciativas de Reinhold Steinbeck (IntoActions/Universidade de Stanford) e Dayna Cunningham (MIT Colab), no último painel desta quarta do Seminário SGB, Protagonismo e resgate da criatividade.

Reinhold Steinbeck, educador e pesquisador em inovação utilizando design thinking, trouxe o exemplo do medo e criatividade, que comparou a irmãos siameses, sempre juntos. O medo impede a criatividade, fazendo-nos recuar, mas é preciso enfrentar para conquistar todos os ganhos com essa postura aberta. Segundo ele, no Brasil existe um enorme potencial criativo, “só se tem que permitir que as pessoas sejam criativas, nosso trabalho aqui é focado no princípio de empatia para criar soluções inovadoras para problemas complexos. A empatia é crucial para compreender as necessidades e o contexto das partes interessadas, e também o design colaborativo. Aqui tive o prazer de trabalhar com o SGB e reconhecer maneiras de pensar que estão nos impedindo de fazer as coisas”.

O MIT Colab atua com comunidades marginalizadas socialmente, como no Bronx em Nova York ou mulheres da Nicarágua que trabalham com reciclagem e geração de energia a partir do lixo. “Existe alguma coisa errada com nossa moralidade que faz com vejamos o sofrimento dos outros como normal. Para nós, a inovação colaborativa é uma forma de criar mudanças significativas para pessoas que vivem à margem, em todas as áreas”, disse Dayna Cunningham, diretora executiva do centro de pesquisa e cocriação.

A organização ouve os públicos com os quais atua e cocria soluções com eles. “Meninos de boné e capuz do Bronx podem te falar e dar sugestões sobre mudanças institucionais e criar riqueza. Lá reunimos estudantes para mapear bens e fontes de recurso das pessoas que vivem no bairro, criando uma apropriação dos habitantes sobre a riqueza local. Apenas faltava um espaço para discussão e criação de soluções”, conta.

A questão medo x criatividade retornou no final da conversa, para falar das mudanças necessárias e urgentes no nosso modelo de sociedade: “A nossa humanidade tem que ser mais profunda que o medo para fazer um trabalho melhor de colaboração. O mundo está num estado muito ruim, precisamos das pessoas trabalhando juntas. É preciso descobrir a peça da solução que cada pessoa é, e quão valiosa ela é”, concluiu Dayna. 🙂

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