Privacidade e os Dados Pessoais nas Redes Sociais

privacidade e dados nas redes sociais

O que acontece com seus dados dentro das redes sociais? Você já parou para pensar em como sua privacidade é contornada? Muito mais do que aceitar um “cookie”, não é apenas permitir, mas sim entregar seus dados pessoais, de localização, gostos e interesses para uma grande empresa mundial. 

E não é fácil ficar longe das redes sociais, o mundo atual nos coloca frente a uma quase necessidade de estar em diversos lugares online, para contactar a família, amigos, para trabalhar e até para aprender algo novo. E está tudo bem estar em todos esses lugares, mas será que é necessário entregar tantas coisas sobre você? 

A necessidade e o impacto das redes sociais

Hoje em dia, o acesso às redes sociais deixou de ser apenas uma forma de manter contato com as pessoas, é também uma fonte de informação e consumo. É o local onde grande parte da população se informa e consome produtos físicos (compras online). Ou seja, além de lazer, é um local de informação, atração de clientes, publicidade e oportunidades.

De acordo com uma pesquisa da  Kaspersky, em parceria com a empresa de pesquisa Corpa (2021), 71% dos brasileiros se informam pelas redes sociais, ou consomem conteúdo informativo por elas. E de acordo com a pesquisa da CNDL (2021) 39% dos entrevistados realizam compras online, por meio das redes sociais. 

Ou seja, não adianta fugir, de uma forma ou de outra as redes sociais se fazem necessárias no nosso dia a dia. 

E claro, muito se fala sobre não se deixar manipular por tudo que vê na internet, de saber tirar suas próprias conclusões, olhando para todos os lados, diversas fontes, mas e quando falamos dos nossos dados pessoais? Como driblar? Como ter mais privacidade dos seus dados pessoais?

Essa é uma pergunta que pode ter respostas variáveis, afinal, se você ama fazer parte de uma rede social, é um desafio não deixar seus principais dados pessoais.

A velocidade das redes acaba sendo muito rápida, e é inevitável que a gente não queira ficar para trás e simplesmente vai aceitando e se adequando ao que temos de novo.

Privacidade e os Dados Pessoais

Temos diversas redes sociais hoje, sejam elas de relacionamento ou trabalho e quase todas pedem diversos dados, como CPF, email, telefone e internamente diversas outras informações, como fotos, localização, certificados…

E pode não parecer, mas tudo isso, também é expor sua privacidade na internet! 

E aí, vem uma pergunta maior, para onde vão esses dados?

Esses dados ficam em uma espécie de biblioteca da empresa que criou a rede, e vai armazenando ali seus dados, gostos, interesses, criando quase um “eu virtual”. É por essa razão, que muitas vezes, estamos buscando algo no google e quando entramos no Instagram tem um anúncio exatamente daquilo que você estava procurando.

É verdade que existem diversas alternativas de redes sociais para serem utilizadas, mas todas pedem algum tipo de comprometimento. Por exemplo:

Facebook – A grande rede social, pede o seu email, telefone, identidade, localização, você posta a sua localização, fotos, interesses.

Instagram – A rede, que também pertence a empresa Meta (Facebook), é uma rede de fotos e vídeos, permitindo que você mostre onde está, o que está fazendo em tempo real, pede seu email, telefone, identidade, atividades realizadas, etc. 

TikTok – A rede que estourou no Brasil no início da pandemia, pede diversos dados como as outras, mas também tem um algoritmo mais apurado, conseguindo rastrear melhor os seus gostos e cliques.

Linkedin – A rede profissional mundial, pede muito mais do que dados pessoais, mas também profissionais, como local de formação, trabalho, currículo, certificados, cursos, contatos.

Be Real – A rede da Geração Z, que vem ganhando cada vez mais seguidores, também pede seus contatos pessoais e faz a famosa sincronização com seus contatos do celular, por exemplo.

Snapchat – Pouco usada atualmente no Brasil, mas muito popular em outros lugares do mundo, pode parecer seguro, mas também pede seus contatos e armazena todas as suas fotos.

Então, temos que excluir tudo? Não, isso foi só um exemplo, para mostrar que os dados, ou a entrega de dados às vezes é mais simples do que a gente pensa, até quando aceitamos aquele termo, que ninguém lê (você deveria), estamos permitindo essa coleta de dados constante. 

Tá, mas para quê servem esses dados? 

Quando você passa seu CPF para uma rede social, é muito positivo por um lado, ajuda algoritmos a melhorar sua experiência com o serviço, fazer recomendações ou ofertas adequadas ao seu histórico de compras, mas também pode dar acesso a dados sensíveis, como dados de saúde, por exemplo.  


Lembra do escândalo do vazamento do Facebook? Esse vazamento foi sobre dados de telefone e comportamentos de muitos usuários, e isso é extremamente valioso no mundo online e offline. Essas informações podem ser vendidas a empresas, utilizadas para golpes, entre outros. Ou seja, como sempre falamos, os dados são um oceano muito rico para todo mundo, por isso é tão perigoso entregá-los para qualquer empresa. 

Afinal, mesmo em redes inexistentes, nossos dados continuam lá. Como o caso do Orkut, por exemplo, a rede social extinta em 2014, publicou um comunicado de retorno, sem muitas explicações no último mês, e causou uma grande discussão na internet, sobre se iriam retomar a rede, se tudo estaria como era antes e principalmente: SE OS PERFIS E COMUNIDADES VOLTARIAM A ATIVA. Infelizmente, nada ainda foi publicado sobre, o que sabemos é que a última possibilidade de acesso de fotos e comunidades foi encerrada pelo Google em 2017. Mas, os seus dados da época, fotos, interesses, continuam armazenados na empresa Orkut.

A segurança dos dados e a LGPD

Então, como proteger sua privacidade e seus dados, se não podemos ficar sem redes sociais? Bom, é aqui que você deveria saber duas coisas:

1 – Ser fluente em dados! Saber compreender a Era em que vivemos é essencial. Você sabe falar esse idioma? Entender o que e por que está deixando seus dados em alguma rede social é importante para tomar as suas próprias decisões. 

2 – Ler os termos com mais atenção! Muitas pessoas desistem ao ver inúmeras páginas com descrições, mas elas são mais importantes do que você imagina antes de dar o “ok” sem pensar.

Felizmente, hoje no Brasil, temos a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, que obriga que se explique a quem fornece os dados, para onde eles vão e para o que serão usados.  Ou seja, TODAS as redes sociais devem sim, deixar claro no termo de política de privacidade, como serão usados os seus dados, como ficarão armazenados e de que forma. Você já leu algum termo? Conta pra gente!

Essa é uma boa forma de proteger seus dados pessoais e sua privacidade. Assim, lendo com atenção, caberá a você decidir se quer participar daquela rede ou não. Cuide dos seus dados, eles valem muito!

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