Mulheres que inspiram o SGB

O feminismo, movimento social que busca a igualdade dos gêneros, está mudando e melhorando nossa sociedade. Ainda que exista há séculos, nós, mulheres das últimas gerações, trouxemos a tecnologia para mobilização, conscientização e denúncia. O desabafo de casos individuais, reconhecidos em milhares de mulheres, levaram a ações coletivas de transformação de mentalidade. Movimentos como #NiUnaMenos, #MeToo #AskHerMore #LeiaMulheres #PrimeiroAssédio #IndiqueUmaMana receberam atenção de todo o Brasil e, alguns, do mundo inteiro.

Para além das redes sociais, muitas outras tecnologias de impacto social foram criadas para solucionar problemas na vida das mulheres. O Circle 6, por exemplo, é um app de segurança pessoal, no qual a usuária em situações de emergência pode acionar seis contatos que vão receber o pedido de ajuda com sua localização e informações. Outra iniciativa para as mulheres brasileiras é o “Vamos Juntas?” uma plataforma criada pela gaúcha Babi Souza que aproxima usuárias que caminham nos mesmos trajetos a se acompanharem para evitar casos de violência.

A cada nova denúncia, hashtag, nova tecnologia, mais as mulheres foram se empoderando para serem protagonistas de sua história, criando suas próprias empresas e desenvolvendo empreendimentos para solucionar os problemas de outras mulheres e de toda sociedade. Vimos, no SGB, a movimentação de mulheres empreendedoras fortes, inconformadas e inovadoras que superaram os obstáculos para desenvolver e melhorar tecnologias inovadoras. São mulheres que nos inspiram, incentivam e colocam em prática aquilo que talvez tenha sido uma das maiores lições do ano passado para nós, mulheres: a sororidade.

O que chamamos de sororidade é a aliança feminina baseada na empatia, força e apoio mútuo. A sororidade representa a união das mulheres na busca pela igualdade de gênero e da conquista do seu espaço na sociedade.

Por isso, hoje, a equipe do Social Good Brasil (aqui, a maioria são mulheres!) se uniu ao movimento #IndiqueUmaMana para apresentar mulheres inovadoras, inteligentes e com vontade de transformar o mundo. Cada uma delas esteve em algum momento pela nossa história e são inspiração para todas nós e para qualquer um que se interesse em criar e apoiar negócios de impacto social. Conheça, apoie e participe das iniciativas dessas mulheres!

 

Cinthia Rodrigues – Criadora do Quero na Escola!

A Cinthia frequentou escolas públicas a vida toda. Filha de professora, é mãe de alunos da rede municipal de São Paulo, conselheira escolar e jornalista especializada em educação, tendo trabalhado em jornais, site e revistas como Nova Escola e Carta Educação. Para levar mais pessoas a participar da educação pública e melhorar a qualidade dessa educação, ela criou o Quero na Escola!, que aproxima professores voluntários das demandas dos alunos. O aluno coloca o desejo de ter uma aula de espanhol, por exemplo, e o voluntário dá um “match”. O Quero na Escola! nasceu de uma necessidade social mapeada durante o Social Good Brasil Lab. Ela foi até ao Encontro com Fátima Bernardes falar sobre isso. Confira aqui.

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Ana Lúcia Fontes – Confundadora da Rede Mulher Empreendedora

A Ana, que se diz “empreendedora da vida”, é fundadora da Rede Mulher Empreendedora, a 1ª grande rede de apoio ao empreendedorismo feminino do Brasil, com mais de 300 mil participantes <3. Ela tem um currículo inacabável e uma filha linda. Entre suas realizações, foi ganhadora do SparkAwards como melhor mentora, participou como painelista e facilitadora de workshop no Fórum Mundial de Direitos Humanos no Marrocos e foi palestrante no TEDx São Paulo. Assista ao TEDx da Ana, “Como as mulheres podem melhorar o mundo”:

 

Ana Carolina da Hora – Participante do Olabi

Ela é, antes de tudo, uma mina curiosa.  Fã de tecnologia, principalmente da robótica, ela passou no Festival SGB para ministrar uma oficina sobre como aprender a programar utilizando técnicas do dia a dia. E esse workshop foi ma-ra-vi-lho-so. A Ana Carolina utiliza sua experiência de mulher negra no Olabi, uma organização social que tem como foco a promoção da diversidade na produção de tecnologias. Integra a equipe do PretaLab, que busca incentivar a participação de mulheres negras na tecnologia e inovação. Participa de projetos que incentivam mulheres e crianças na tecnologia e pesquisa como Pyladies, Mozilla Club, IEEE, LuaConf. Quer conhecer mais sobre a Ana Carolina? Assista ao vídeo!

 

Mel Duarte – Pimp My Carroça

A Mel Duarte é apaixonada por arte desde criança. Começou a fazer poesia aos 18 anos, e hoje é uma das maiores ativistas pela democratização da poesia no Brasil. Desde 2012 a Mel participa de Slams (competição em que poetas leem ou recitam um trabalho original). Ela foi produtora do Pimp My Carroça, ao lado do graffiteiro Mundano, projeto que estiliza “carroças”, que são os veículos de madeira e metal usados pelos coletores em busca de materiais recicláveis. Quer escutar a Mel? Clica aí:

 

Adriana Barbosa – Feira Preta

A Adriana é a criadora da maior feira afro da América Latina, que já recebeu mais de 120 mil visitantes. A Feira Preta, criada em 2002, é um espaço que atende homens e mulheres negras, reunindo em um único local produtos e serviços voltados a esse público. Os produtos ali vendidos são diversos: roupas, produtos de beleza, literatura, cinema, decoração, etc. No ano passado, Adriana foi considerada um dos  51 negros mais influentes do mundo pela ONU e participou de um jantar com Barack Obama. Se você quiser saber mais sobre ela, assista:

 

Dierê Fernandez – Perestroika

Empreendedora plural, a Dierê atua como profissional especializada em gestão e data science desde os anos 2000. Ela fundou seus primeiros negócios aos 18 anos e hoje desenvolve modelos quantitativos em pesquisas de marketing e big data com diversos parceiros. A Dierê é fundadora da FlowingUp Gestão Empresarial Cocriativa e atua como professora na Perestroika. Sua paixão é potencializar insights criativos e de inovação a partir da análise e lapidação de dados. Ela participou do TEDxBlumenauWomen. Veja aí:

 

Carolina de Andrade – Diretora Executiva do SGB

Impossível criar uma lista de mulheres inspiradoras e deixar a nossa Carol de fora <3. Ela foi uma das fundadoras do SGB, lá em 2012 com o primeiro seminário realizado em Florianópolis. De lá para cá, ela se tornou nossa diretora executiva e “mãe” dos nossos maiores projetos, como o SGB Lab e o Fellow SGB. A Carol também já foi vice-presidente nacional da AIESEC e trabalhou por três anos na aceleradora de negócios sociais Artemisia. Hoje, além de tudo isso ela ainda é a super mãe do Théo e da Sophia. Neste vídeo, ela relembra sua trajetória no SGB e dá um spoiler do que estamos preparando para o futuro por aqui:

 

Camila Achutti – Mastertech

A Camila é uma das maiores referências no Brasil quando o assunto é empreendedorismo, inovação e computação. Ela causa!  Logo após entrar no curso de Ciências da Computação da UPS, foi uma das pioneiras no país a questionar a pouca presença de mulheres no mercado da tecnologia com o blog Mulheres na Computação. Ela já trabalhou em empresas como Google, Intel, Accenture, Itaú e Leroy Merlin. Também co-fundou a Ponte21 e o Mastertech, uma plataforma de ensino de tecnologia. Nesta TED talk na USP no ano passado, ela fala sobre sua trajetória como mulher e programadora em um universo quase totalmente masculino — e a importância de inspirar crianças a quebrar esteriótipos de gênero e associar tecnologia com criatividade:

 

Tem mais alguma mulher incrível para indicar? Compartilha com a gente!