#SeJoga! Confira como foi o primeiro encontro do SGB Lab 2017

Nos dias 1,2,3 e 4 nossa equipe recebeu no Impact Hub Continente os 50 empreendedores sociais selecionados para o SGB Lab 2017. Chamamos esse primeiro encontro de #SeJoga. A  ideia é que os Labbers realmente mergulhem de cabeça no universo do empreendedorismo social, passando os quatro dias imersos na metodologia de Design Thinking que auxilia na compreensão dos problemas sociais que os labbers buscam resolver.

Funcionou assim: o primeiro dia foi de todos conhecerem o SGB, o Edgard Stuber, nosso facilitador, e o mais importante: as iniciativas dos Labbers. Cada um prepara um pitch de um minuto resumindo qual é o problema social que busca resolver com sua ideia de negócio. Depois, começa o aprendizado da metodologia, que inclui técnicas de entrevista e organização de informações.

No segundo dia rola um dos momentos mais intensos do Lab, a visita às ONGs parceiras na região de Palhoça, selecionadas através de um edital. Os Labbers são divididos em cinco grupos e cada um deles vai até uma das entidades para conversar com as pessoas que trabalham e utilizam os serviços oferecidos por lá. O objetivo éentender quais são os problemas enfrentados por eles na organização. Neste ano, visitamos as ONGs APAE Palhoça, CCAA – Conselho Comunitário do Alto Aririú, Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral – CADI, o Projeto Dorcas e o Conselho Comunitário Ponte do Imaruim – CCPI.

A missão dos labbers é aplicar as técnicas de entrevista e identificação e compreensão dos problemas e, a partir disso, pensar em uma solução que seja adequada para a ONG. É um exercício que exige técnica, atenção, mas sobretudo empatia: você precisa enxergar a solução com os olhos de outra pessoa além dos seus. Os Labbers desenvolvem protótipos e depois apresentam para as entidades, que recebem ajuda de custo para implementar as soluções internamente.

A experiência com as ONGs serve de ensaio para que os empreendedores cumpram o primeiro desafio do Lab. Agora, eles têm três semanas para desenvolverem três protótipos de solução de problemas para as suas iniciativas :O

 

Vamos conhecer um pouco mais sobre os Labbers 2017?

As 50 iniciativas selecionadas focam em diversos Objetivos para Desenvolvimento Sustentável (ODSs), como cidades e desenvolvimento sustentáveis, redução das desigualdades, saúde de qualidade, educação de qualidade, aumento da igualdade entre os gêneros e energias renováveis.

 

O Lab recebeu ainda, pela primeira vez, dois Labbers surdos, a Sabrina e o Alexandre. Integramos na equipe duas intérpretes, Thuanny e Patrícia, para que eles pudessem ter a melhor experiência possível no Lab. O resultado foi incrível! Logo, a comunicação rolava naturalmente entre os surdos e o resto dos Labbers. Foi um aprendizado e tanto para todos <3

Conheça algumas iniciativas:

  • Mamãe Surda: A Sabrina Lage é surda e percebeu a falta de orientação para a maternidade adaptada às mães surdas quando teve sua filha, a Catarina. A ideia do Mamãe Surda é ser uma plataforma digital, disseminada com o apoio das redes sociais, que reúna informação de qualidade sobre a maternidade para o público surdo. A Sabrina já escreveu um pouco sobre sua experiência no primeiro encontro do Lab aqui nesse post.

 

  • 818 Energia: A 818 é uma startup carioca que ajuda a instalar uma fonte de energia limpa e econômica na sua casa ou empresa, através da instalação de uma pequena usina de energia foto-voltaica. As vendas de todo o “kit” viabilizam  a implementação de sistemas solares em escolas e centros esportivos comunitários, possibilitando que a economia na conta de luz seja reinvestida na infraestrututra no desenvolvimento local.

 

  • Firgun: Uma plataforma digital que incentiva a educação financeira para a base da pirâmide social, através de cursos de educação financeira e viabilização de microcrédito sem juros para empreendedores

 

  • Cadeirante Anjo:  Um aplicativo para dispositivos móveis pensado para melhorar a mobilidade dos cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, mostrando quais rotas são mais acessíveis. Através da geolocalização e da inclusão colaborativa de informações, o mapa da cidade pode estar sempre atualizado  como um Waze  da acessibilidade.

 

  • Integrar: Um serviço que humaniza e descomplica o uso da tecnologia para a terceira idade. Através de oficinas individuais ou em grupo, a Integrar facilita o acesso dos alunos à ferramentas como o WhatsApp, Facebook, Youtube… Essa barreira inicial separa muitos idosos de possibilidades de contato com a família, convívio social e complemento de renda, através de aplicativos de economia compartilhada como Uber e Airbnb.

 

  • Arquitetas Nômades:  Um escritório virtual de arquitetura que fornece consultoria e desenvolvimento de projetos arquitetônicos a baixo custo, além de conteúdo sobre infra estrutura urbana e construção civil. O atendimento é realizado a partir de fotos e vídeos do local a ser melhorado.

Continue ligado nas nossas redes para mais novidades sobre o Lab deste ano. O próximo encontro acontece nos dias 3, 4, 5 e 6 de agosto 🙂