Big Data e Data for Good: como os dados estão ajudando a humanidade

Já imaginou se os mesmos algoritmos que nasceram para gerar lucro em grandes empresas começassem a ser utilizados para trazer mais alcance a iniciativas que ajudam a sociedade? O Movimento Data for Good, criado por cientistas de dados estadunidenses, tem esse objetivo: fazer com que os dados atuem para orientar iniciativas e organizações que contribuem para a Agenda de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e enfrentam desafios da humanidade.

Como já funciona na prática o Data for Good?

Saúde: Um exemplo é o projeto da Microsoft que utiliza a ciência de dados para melhorar o sistema de saúde. Durante anos, dados anônimos de pacientes hospitalizados foram analisados em busca de fatores que pudessem reduzir a taxa de retorno e melhorar tratamentos. Os analistas descobriram que a depressão era uma das principais causas que levavam os pacientes a voltarem ao hospital.  Ou seja, o investimento em programas de tratamento de saúde mental, relativamente baratos, impactariam fortemente nas economias dos hospitais.

Tráfico de seres humanos: A Uptake é uma empresa especialista em soluções de dados para a indústria que decidiu utilizar sua expertise para solucionar problemas históricos da sociedade. Andrew Means, diretor executivo da organização, é um dos líderes do Movimento Data foi Good nos EUA e parceiro do Social Good Brasil no Movimento Data for Good Brasil. A Uptake está utilizando as melhores ferramentas de dados existentes para encontrar padrões e intervir no tráfico de seres humanos em todo o mundo. O Festival Social Good Brasil 2017 teve o Andrew Means como palestrante. Assista:

Acessibilidade: O uso de dados também fez com que a cidade de Estocolmo, na Suécia, se tornasse mais acessível para cidadãos cegos. A empresa Astando desenvolveu uma ferramenta chamada e-Adept, que interpreta dados com geolocalização para orientar por áudio a mobilidade de cidadão cegos.

Combate à corrupção:  No Brasil, a Operação Serenata de Amor examina contas públicas de deputados brasileiros em busca de irregularidades. Foi dessa forma que a Data Science Brigade encontrou uma maneira eficiente de combater a corrupção: quando a Operação Serenata de Amor encontra dados suspeitos, ela publica a informação no Twitter e aguarda a manifestação do deputado correspondente. A Data Science Brigade esteve no Festival Social Good Brasil 2017 explicando seu projeto. Confira:

Controle de epidemias: A GSM Association, com o apoio de 20 operadoras de telefonia móvel, lançou um programa em que usa as capacidades do Big Data das operadoras para enfrentar epidemias, crises ambientais e catástrofes naturais. Ao monitorar o fluxo de pessoas de áreas afetadas por epidemias, as organizações de saúde pública podem retardar a propagação de doenças e otimizar os esforços de ajuda.

Previsão de futuros crimes: O professor da Universidade da Pensilvânia, Richard Berk, especialista em estatística criminal, afirma que sua análise de dados consegue prever com 75% de precisão se um preso recém solto ou sob condicional se envolverá em assassinatos (que cometa ou sofra), baseado nos seus dados demográficos, histórico de delitos, etc.

Avisos antecipados de crises econômicas e sociais: O Global Pulse, chamado anteriormente de Sistema de Alerta de Vulnerabilidade de Impacto Global, é uma ferramenta que gera avisos antecipados de crises econômicas e sociais através de Big Data. Os dados, atualizados em tempo real, monitoram desde fluxos de imigração à chances de enchente.

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