| | | | | | |

Toda organização pode ser orientada por dados?

A ciência de dados é o principal método que as organizações utilizam para abandonar a intuição e tomar suas decisões com base em evidências. Ainda pouco difundida entre as iniciativas sociais e ambientais, uma boa orientação por dados tem o potencial de garantir maior receita, mais impacto positivo e aumentar a transparência com a sociedade. No entanto, sempre ouvimos das organizações a mesma dúvida: será que a minha iniciativa está preparada para começar a utilizar dados ou aumentar o entendimento sobre eles?

A boa notícia é que as probabilidades para o “sim” são altíssimas.  Para começar a ser orientado por dados não é necessário ter especialistas na sua equipe nem ter uma organização com uma grande quantidade de colaboradores. Basta ter um líder analítico com um olhar atencioso sobre o assunto e que saiba abraçar qualquer um dos níveis de complexidades que existem para a orientação com dados. As iniciativas que ainda não possuem a estratégia analítica devem, a princípio, buscar avançar entre as primeiras complexidades (relatório, análise e monitoramento). As organizações que querem aumentar seus entendimentos com o uso de dados possuem opções de maior complexidade: previsão, predição e prescrição.

Continue no texto se você quer entender os níveis de aprofundamento do uso de dados e descubra em qual destes momentos a sua organização se encontra:

Até onde os dados te levam (níveis de complexidade)

O modelo apresentado a seguir* foi desenvolvido nos Estados Unidos para auxiliar a jornada de empresas que querem fazer o uso de dados para a tomada de decisões. A complexidade do uso dos dados é apresentada de uma forma crescente.

1) O começo de tudo: relatório

O relatório responde algo fundamental para a organização: o que aconteceu até agora. Número de clientes e patrocinadores, quantidade de pessoas impactadas, orçamentos, gastos e receita são alguns dos dados que aparecem nos relatórios. Essa base de comunicação guarda o histórico da organização, facilita a tomada de decisões, dá margem para a inovação e une toda a equipe em conhecimento e objetivos.

2) Capacidade de análise

Aumentando a complexidade dos dados e da interpretação sobre eles, após a formulação do relatório, chegamos até a análise. Este nível de maturidade permite que os dados respondam para a organização os motivos pelos quais foram obtidos os resultados do relatório. A análise dos dados pode ser quantitativa ou qualitativa e, em alguns casos, inclui uma boa filtragem das informações e até análises estatísticas.

3) Comece a monitorar resultados

Sua organização já faz relatório e análise? Parta para o monitoramento ao vivo daquilo acontece nos seus programas, vendas e serviços. Algoritmos programados podem mostrar em dashboards seus resultados em tempo real, facilitando a compreensão sobre o desempenho das atividades de marketing, vendas e doações.

4) Poder de previsão

Com a análise de dados é possível identificar padrões e tendências do seu público e produto. Na previsão, você usa as evidências que estão contidas nos dados para encontrar os principais comportamentos da sua comunidade e/ou clientes.

5) Faça a predição de desempenhos

A análise preditiva é a previsão com um nível de complexidade tecnológica. Envolvendo machine learning, inteligência artificial e estatística, um alto volume de informações criadas diariamente podem fazer uma “previsão do futuro” e até antecipar acontecimentos. A predição é a melhor forma de encontrar oportunidades e se antecipar para possíveis riscos.

6) O máximo de complexidade: prescrição 

Imagine você podendo identificar, em diferentes cenários, os resultados da sua organização. E se um cenário mudar, o que acontece?  Na prescrição, com um alto nível de complexidade e tecnologia, os dados podem mostrar para sua organização os caminhos a seguir em imprevistos, como se prescrevessem soluções.

*Modelo desenvolvido por Carol Jenner, Business Intelligence & Analytics Architect em Arbela Technologies

Leia também

01 novembro 2022
A Bárbara tinha fome de mundo. Ela nunca parou em um só lugar, sua ambição sempre foi de conhecer,...
Ler Mais
01 novembro 2022
"Eu sou o Oswaldo Oliveira, um ser humano que mora no planeta Terra, trabalhando consigo mesmo e...
Ler Mais
01 novembro 2022
Humano. Essa foi a palavra que o Tiago usou para resumir a experiência com o Social Good Brasil...
Ler Mais
01 novembro 2022
Mais para as mães. É por isso que a Thais vem trabalhando desde 2013, quando criou a iniciativa...
Ler Mais
01 novembro 2022
A Tamila acredita seriamente na importância de construirmos futuros mais inclusivos. Atua e tem...
Ler Mais

Leia também

Eleições no Brasil: qual história os dados ajudam a contar?
Segurança de dados no dia a dia: saiba como se proteger
Como identificar uma fake news?
Empresa Data Driven e sua relação com o futuro do empreendedorismo

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

Postar Comentário

| | | | | | |
Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support