Segurança de dados no dia a dia: saiba como se proteger

segurança de dados

Em um mundo onde compartilhamos informações a todo momento com milhares de pessoas por meio das redes sociais, acabamos desencadeando uma série de situações que há 20 ou 30 anos eram inimagináveis. Mais do que nunca, precisamos refletir sobre a nossa alta exposição e a segurança de dados pessoais.

É preciso prestar atenção nos links em que clicamos, onde fazemos o cadastro, os termos de uso deste e daquele site. Afinal, não foi só a tecnologia que evolui, os golpes que se aproveitam dela também. E ninguém deseja ter o cartão de crédito pode ser clonado ou ter seus dados pessoais vazados, certo?

Por isso, neste post, ensinamos o que é a segurança de dados e como aplicá-la de um modo simples no seu dia a dia.

O que é segurança de dados e para que serve?

A segurança de dados é o conjunto de medidas que pessoas físicas e empresas podem tomar para proteger seus dados. 

Portanto, a segurança de dados serve para garantir mais proteção e impedir que aconteçam vazamentos ou compartilhamentos não autorizados. 

Desse modo, pouco a pouco, a segurança de dados foi se tornando um assunto recorrente na vida de todas as pessoas, mesmo aquelas que não trabalham com tecnologia ou que ainda não investiram em trilhas de educação em dados


Conforme fomos tendo mais acesso à internet e passamos a utilizá-la para fins pessoais, como movimentações bancárias, agendamento de compromissos ou funções relacionadas ao trabalho. Ao mesmo tempo, também ficamos mais vulneráveis e suscetíveis a ataques cibernéticos.

Quando se trata de organizações, a proteção de dados se torna um tópico ainda mais sensível. O que está em jogo são as informações a respeito de milhares de pessoas, sejam clientes ou funcionários. Por isso, o sistema de segurança deve estar preparado para os seguintes itens quando estiver sob ameaça:

  • Se é alguém autorizado a acessar tais dados;
  • Se a rede está acessível e visível para todos ou apenas para pessoas autorizadas;
  • Quais recursos do sistema estão em uso e se há chance de invasão/ataque.

Esses tópicos devem ser questionados não só quando houver ameaças, mas devem ser considerados, inclusive, no momento da construção e habilitação do sistema de segurança.

Agora, se o que está em questão é a proteção dos dados pessoais de um usuário comum, muitas outras variáveis devem ser analisadas. Possuir senhas fortes, não usar sempre as mesmas senhas ou não clicar em links estranhos é apenas a ponta do iceberg do que fazer para garantir sua segurança online.

Foi pensando principalmente no usuário que a LGPD foi criada.

O que é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)?

Com o crescente fluxo de dados disponíveis na internet, foi necessária a criação de uma lei que regulamentasse essa área, garantindo segurança, transparência, direitos e deveres para usuários e organizações, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Assim, a lei entrou em vigor em 2020 e regulariza a forma como os dados de usuários e clientes devem ser tratados e cuidados pelas empresas, prevendo multa para quem descumprir as normas.

A LGPD pode ser resumida em três pontos principais:

Finalidade

Para que um dado seja coletado, é preciso deixar explícito para quais finalidades ele será usado. Caso seu uso seja necessário para outro fim, uma nova autorização deve ser solicitada ao usuário.

Consentimento

Para todo e qualquer uso dos dados do usuário, o consentimento expresso é obrigatório, independentemente de qual seja o dado.

Minimização

Digamos que você esteja preenchendo o cadastro de uma loja online e seja solicitado um dado que não interferirá na compra ou entrega do produto, como o número do seu título de eleitor. O preenchimento dessa informação deve ser opcional, já que a empresa não a utilizará para nada.

Como ter segurança digital?

Existem algumas formas de garantir a sua segurança digital que não impedem você de aproveitar o melhor que uma vida conectada pode oferecer:

  • Mude suas senhas de tempos em tempos e evite usar a mesma para todos os tipos de cadastro;
  • Crie sempre senhas fortes (com variação de letras, números e pontuações);
  • Use autenticação de dois fatores nas suas redes sociais;
  • Deixe habilitada a configuração de rastreamento de seus dispositivos remotos;
  • Não compartilhe detalhes muito pessoais da sua vida nas redes sociais;
  • evite usar Wi-Fis e redes públicas;
  • Não clique e nem compartilhe qualquer site sem checar a veracidade antes, ou seja, saiba identificar fake news;
  • Ao se cadastrar em sites, forneça apenas dados necessários;
  • Evite compartilhar dispositivos de uso pessoal com pessoas desconhecidas, como celulares e computadores;

Medidas como as citadas acima não impedem que você seja vítima de ataques cibernéticos, mas com certeza tornam você menos vulnerável.

Tipos de ameaças que você pode evitar 

Aqui vão alguns tipos de ameaças que você pode sofrer online:

Backdoor

O backdoor permite o acesso remoto de dispositivos que tenham sido infectados por vírus ou invadidos. Através desse acesso, seus dados ficam expostos, arquivos pessoais, localização (caso seu aparelho esteja com GPS acionado), entre outros.

Phishing

O termo phishing é um trocadilho com a palavra “pescaria”, em inglês e consiste em  golpes muito utilizados para conseguir ilegalmente dados, como números de cartão de crédito, senhas bancárias ou números de documentos de identificação, tais como CPF e RG. 

Um dos tipos de phishing mais comuns, é quando a pessoa recebe um e-mail, por dizendo que ela precisa acessar um determinado site para impedir que algo ruim aconteça (perda de dinheiro, por exemplo). Ao acessar esse site que, na verdade, é uma página falsa, ela faz um tipo de cadastro e/ou login e acaba entregando seus dados pessoas para os golpistas. 

Spoofing

Já no spooting, o criminoso se faz passar por uma pessoa ou organização para conseguir roubar dados pessoais da vítima. Uma característica bem comum neste tipo de golpe é que o fraudador tende a usar uma “identidade de confiança”, como uma empresa grande ou alguém conhecido da vítima.

Estes são apenas alguns dos crimes aos quais você pode estar exposto na internet. Por isso, é tão importante que você proteja seus dados.

Como ser fluente em dados pode trazer mais segurança para seus dados pessoais?

Ser fluente em dados tem tudo a ver com a proteção dos seus dados!


Saber identificar, interpretar, analisar dados e tomar decisões a partir deles faz toda a diferença. Pois é algo que nos ajuda a entender a era em que vivemos, quais seus desafios e como sobreviver ao ambiente digital com segurança.

E agora que você já sabe como proteger seus dados pessoais e ter uma relação mais saudável com a exposição na internet, que tal aprender mais sobre a importância da fluência em dados?

Na nossa ferramenta de autoavaliação, você vai descobrir qual o seu nível de fluência nesse idioma tão importante na era da tecnologia.

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